segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mais agressões menos competências

Violência escolar, tema que (só) há pouco tempo foi abordado com máxima importância.
É absurdo e incompreensível, como um assunto desta importância foi abordado (só) agora?!
Ah! Esperem. ( resposta à indignação)
Uma professora apanhou a aluna com o telemóvel, na sua aula.
Obviamente, quis repreender a aluna tirando-o. Esta recusa e grita (frustrada): " Dá-me o telemóvel já!", enquanto um colega filmava .
A educação não se dá na escola, mas sim em casa !
O que faltou á aluna e a muitos (outros) foi um bom par de estalos!
Já não bastava agredirem os alunos agora também professores. (este país está cada vez melhor!)
Para esta contribuição deve-se ao facto da Milu e o Sócrates terem (aquelas) ideas magníficas!
Para começar, proibida a entrada de alunos com telemóveis, mp3, câmaras..
Depois não querem cenas destas?!


segunda-feira, 10 de março de 2008

Crónica dos mass media

Actualmente, os mass media são uma grande fonte de informação que tem evoluido ao longo dos séculos.(até demais!)
Muitas pessoas baseiam-se (unicamente) no que os mass media dizem, são (bastante) influenciadas pelos meios de comunicação.
Agora com (aquela) novela "Morangos com Açúcar" em que os jovens (não só! maior parte até são os adultos) são muito influenciados e tentam imitar os actores, e esquecem que a novela é ficção e que na realidade não é bem assim!
A culpa não é só dos mass media mas também dos pais que os deixam ver.(essas porcarias!)
Mas não é só a televisão que tem evoluido (positivamente), pois ainda há (aquelas) revistas fe FoFoca cor-de-rosa que inventam de tudo para vender e arranjar escândalos entre famosos!(o que as pessoas gostam, rir à custa dos outros)
Mas vamos ser realistas, senão houvesse esta grande evolução dos mass media o país não estaria assim!(resta saber se foi uma evolução positiva ou negativa)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Florbela Espanca

Florbela Espanca nasceu em 1894, Vila Viçosa, filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir.
Morreu em 1930 com 36 anos de idade, «de uma doença que ninguém entendeu».
Florbela Espanca caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito, estes temas devem-se ao facto dos casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, e a morte do irmão, Apeles Espanca.
Florbela cultivou exacerbadamente a paixão, sofrendo sempre desilusões de amor tendo este impacto provocado muitos problemas psicológicos.
Florbela Espanca mostra nos seus versos a sua linguagem, marcadamente pessoal feminina, centrada nas suas próprias frustrações e anseios,é de um sensualismo muitas vezes erótico.
Florbela Espanca utiliza a técnica do soneto.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Eu morro...

Eu morro sozinha de olhos abertos para a escuridão.
Eu morro sozinha!
Eu morro sozinha, e nunca aprendi a ser sozinha
porque sempre estiveste aqui, ao pé de mim.

Preciso de palavras, das tuas palavras,
e aqui não esqueço as tuas palavras.
Há infinitamente a tua ausência
a tua ausência é, em cada momento a tua ausência.

És tudo,
tudo é agora mais que tudo.

Não penso para onde vais,
porque me lembro que existes longe de mim.

Eu sorri tanto
por ser feliz,
que nesse momento,
MORRO!

Arte Poética

A poesia não tem mais que o som do seu sentido,
a letra "p" é a primeira letra da poesia,
a poesia é esculpida de sentidos e essa é a sua forma,
poesia não se lê poesia, lê-se sorriso estendido em mil palavras,
lê-se ameaça, lê-se morte, lê-se medo, lê-se palavras que não se escrevem,
lê-se silêncio, lugar que não se diz e que significa.
A poesia é escrever sempre e sempre, em segredo,
dentro de todos os que sofrem.
A poesia não é a voz!
A letra "p" não é a primeira letra de poesia.
A poesia é onde se é feliz e onde se morre tanto.
Poesia é quando não se conhece a palavra poesia,
quando não se conhece a palavra "p".
Poesia é levantar olhar do papel e deixar as mãos tocarem-lhe,
quando sem rimas e sem metáforas expressam os seus sentimentos.
A poesia sabe, a poesia conhece-se, mas nunca se chama poesia,
nunca se escreve com "p",a poesia dentro de cada um é a liberdade sentida,
é tudo o que querem aprender e o que querem aprender é tudo,é solidão, é arrependimento,
não é a raiz de uma palavra que julgamos conhecer,
porque só podemos conhecer o que possuímos e não possuímos nada,
não é um estender de muralhas entre os versos e o Mundo,
a poesia não é a palavra poesia.
É um olhar perdido na noite sobre os telhados na hora em que todos dormem,
é a última lembrança, é um pesadelo, uma angústia, esperança.
O poema não tem estrofes, tem corpo, o poema não tem versos, tem sangue,
o poema não se escreve com letras,escreve-se com beijos, momentos, gritos e incertezas,
a palavra poema existe para não ser escrita como eu existo para não ser escrita,
para não ser entendido, nem se quer por mim própria,
ainda que o seu sentido esteja em todo os lugares onde sou.
O poema sou eu, tu e todos aqueles que quiserem ser,as minhas mãos,
o poema é o meu rosto, que não vejo,e que existe porque me olham,
o poema é o nosso rosto, eu,
eu não sei escrever a palavra poema,eu,
eu só sei escrever o seu sentido.